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Ansiedade canina: como identificar e tratar

Não são apenas os seres humanos que podem desenvolver o quadro de ansiedade. Nossos amigos caninos também estão sujeitos a esse distúrbio psicológico, que pode gerar diversos sintomas prejudiciais à saúde animal.

Foi o tempo em que os cães eram vistos apenas como animais de guarda, que viviam em quintais e recebiam um tratamento meramente racional dos seus donos. Atualmente, essa relação mudou: o cão é considerado um ente familiar, que participa do dia a dia do lar e é tratado como um “filho pet”.

Esse forte vínculo emocional que se estabeleceu e é compartilhado entre cachorros e seres humanos tende a “humanizar” os hábitos caninos, e muitas vezes essa relação gera um alto nível de dependência emocional. Muitos problemas de ansiedade são provocados exatamente a partir desse novo comportamento.

Ansiedade canina

O distúrbio da ansiedade está relacionado ao estresse que o cão pode adquirir em sua vida cotidiana. Geralmente, está associado a determinados medos, traumas e até mesmo solidão. A doença afeta os hormônios, neurotransmissores e outras substâncias químicas no organismo do animal.

A insegurança causada pela ausência do dono e até mesmo por falta de liderança pode estimular esse quadro. Isso ocorre principalmente nos casos em que o cachorro fica muito tempo sozinho, e o dono é o seu único elo com o mundo externo. A ausência de atividades e lazer, como caminhadas, brincadeiras e corridas ao ar livre, pode agravar o problema.

A ansiedade também pode surgir após o animal passar por uma situação de mudança ou período de forte estresse, como separação, tratamento agressivo, sequelas de outras doenças, abandono, barulho constante.

Sintomas

Em se tratando de algo relativamente novo para a maioria das pessoas, a ansiedade canina nem sempre é percebida e compreendida pelos donos de pet. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais, que podem variar conforme cada indivíduo. Confira os principais sintomas:

  • Agressividade
  • Hiperatividade
  • Falta de apetite
  • Apatia
  • Medo excessivo

O que fazer?

Após identificar qualquer sinal de mudança no comportamento do pet, é fundamental procurar um veterinário ou profissional especializado em adestramento canino. Além disso, algumas atitudes positivas no dia a dia podem ajudar a combater a ansiedade, como estabelecer uma rotina de brincadeiras, passeios e caminhadas ao ar livre.

O cão precisa de atenção e cuidado. É importante dedicar tempo para brincar, ensinar, escovar o pelo e cuidar de sua higiene e saúde. O dono deve estabelecer uma clara posição de liderança e trabalhar com seu pet a melhoria de comportamento em situações mais críticas, como, por exemplo, o momento em que sai para trabalhar. Para isso, o uso de brinquedos para distração e petiscos para recompensa pode ser providencial.

No combate à ansiedade, é importante ter paciência, compreender a situação e nunca brigar, gritar e muito menos bater no cão – ele precisa de apoio, caso contrário é provável que o quadro se agrave. Muitas vezes, o tratamento pode incluir medicamentos, o que será avaliado no acompanhamento de um veterinário.

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